
ARTIGO
7 de Setembro: o Brasil não se ajoelha
Por Deputada Federal Coronel Fernanda
O 7 de Setembro não é apenas uma página nos livros de História. É a lembrança de que liberdade, soberania e independência não são concessões. São conquistas. E toda conquista que não é defendida corre o risco de ser perdida.
Há mais de 200 anos, o Brasil decidiu que não aceitaria mais ordens de fora. Hoje, nossa responsabilidade é garantir que o brasileiro continue tendo o direito de decidir os rumos da própria nação.
É disso que trata a independência: de um povo livre para escolher seus representantes, manifestar suas opiniões, defender seus valores e construir o futuro do país sem medo.
Vivemos, porém, um tempo em que defender Deus, Pátria, Família e Liberdade passou a ser tratado por alguns como provocação. Penso exatamente o contrário. Esses princípios representam milhares de brasileiros que trabalham, produzem, criam seus filhos, cumprem seus deveres e querem apenas o direito de viver de acordo com aquilo em que acreditam.
Eu faço parte desse Brasil.
Sou de direita. Sou conservadora. Sou militar. E nunca escondi meu apoio ao presidente Jair Bolsonaro e ao movimento político que devolveu a grande maioria de brasileiros o orgulho de levantar a bandeira nacional e dizer, sem constrangimento: eu amo o meu país.
Bolsonaro não criou o conservadorismo brasileiro. Ele deu voz e representação a uma parcela da sociedade que durante muito tempo se sentiu ignorada pela política.
Milhares de pessoas passaram a acompanhar o Congresso, fiscalizar autoridades, ocupar as ruas e discutir o futuro do Brasil. A bandeira voltou às janelas. O verde e amarelo voltou às manifestações. Patriotismo, liberdade e soberania voltaram ao centro do debate nacional.
Isso não desaparece porque alguns gostariam que desaparecesse.
Podem atacar uma liderança política. Podem tentar desconstruir sua imagem. Podem perseguir aqueles que caminham ao seu lado. Mas não se apaga aquilo que já despertou na consciência dos brasileiros.
E é justamente por isso que o 7 de Setembro precisa nos fazer refletir sobre o significado da liberdade.
Liberdade de expressão que protege apenas opiniões convenientes não é liberdade. Democracia em que somente um lado se sente autorizado a falar deixa de cumprir sua essência. E uma nação verdadeiramente independente não pode permitir que seus cidadãos tenham medo de manifestar aquilo em que acreditam.
O brasileiro tem o direito de defender a vida, a família, a propriedade e a fé. Tem o direito de discordar da esquerda, da direita, de governos, parlamentares, ministros ou qualquer autoridade. Tem o direito de criticar, cobrar e participar da vida pública.
Nenhuma autoridade está acima da Constituição.
Nenhum presidente pode tudo. Nenhum parlamentar pode tudo. Nenhum ministro do Supremo Tribunal Federal pode tudo. A democracia existe justamente porque há limites, responsabilidades, equilíbrio entre os Poderes e, acima de todos eles, uma Constituição a ser respeitada.
Defender esses limites não significa atacar as instituições. Significa impedir que elas sejam maiores do que o povo que devem servir.
Como deputada federal, sei que o mandato que exerço não me pertence. Ele pertence aos mato-grossenses que me confiaram a responsabilidade de representá-los em Brasília. E representar exige coragem, inclusive quando seria mais confortável permanecer em silêncio.
Foi assim na vida militar e continuará sendo assim na política.
Não recuarei na defesa da liberdade. Não recuarei na defesa da família. Não recuarei na defesa dos valores em que acredito. E não renegarei Jair Bolsonaro por conveniência política.
Lealdade, para mim, não muda conforme a direção do vento.
Neste 7 de Setembro, precisamos lembrar que a independência do Brasil não terminou às margens do Ipiranga. Cada geração recebe a responsabilidade de preservá-la.
Hoje, nossa missão é defender um país em que o cidadão não tenha medo do Estado; em que o voto seja respeitado; em que as famílias possam transmitir seus valores; em que o Parlamento exerça livremente suas atribuições; e em que nenhuma autoridade se considere maior do que a Constituição.
O Brasil é maior do que qualquer governo, partido, autoridade ou ideologia.
Governos passam. Os mandatos terminam. Homens deixam o poder.
A Pátria permanece.
Por isso, neste 7 de Setembro, minha mensagem aos brasileiros é simples: não desistam do Brasil.
Não tenham vergonha de vestir verde e amarelo. Não tenham vergonha de defender seus valores. Não tenham vergonha de dizer que são conservadores, de defender suas famílias e de amar a Pátria.
O Brasil não pertence à esquerda. O Brasil não pertence à direita. O Brasil não pertence a Brasília.
O Brasil pertence aos brasileiros.
E um povo que conhece sua história, defende seus valores e compreende o preço da liberdade pode enfrentar tempos difíceis.
Mas não se ajoelha.
Deus, Pátria, Família e Liberdade.