
O governador Mauro Mendes (União) afirmou que está disposto a ouvir os deputados estaduais sobre a proposta da Lei Orçamentária Anual (LOA), após a possibilidade de a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) devolver o projeto ao Governo do Estado sob a alegação de que os valores estariam subestimados. A declaração foi dada durante entrevista à imprensa nessa quinta-feira (16.10).
Mendes disse que considera importante o diálogo com o Parlamento, mas ressaltou que é necessário restabelecer “algumas verdades”. “Por mais que queira se criticar a metodologia que este governo adota para fazer o seu planejamento orçamentário, tem que se reconhecer com letra maiúscula que nunca na história de Mato Grosso nós tivemos tanta estabilidade fiscal e financeira. Um governo que paga suas contas em dia, um governo que ajuda os municípios, como nunca na história de Mato Grosso antes aconteceu”, afirmou.
O governador defendeu a forma de gestão adotada desde o início de sua administração. “Esse governo, ninguém pode dizer que não sabe planejar e cuidar do dinheiro público, fazendo uma boa execução e boas entregas para os cidadãos. Então, vamos ouvir a Assembleia, vou ouvir o presidente Max Russi (PSB), mas nós vamos discutir tecnicamente esse assunto, porque essa forma de planejar e executar é que permitiu que o Estado vivenciasse um ciclo tão próspero de investimento e de grandes coisas que estão melhorando a vida do cidadão”, disse.
Mauro Mendes comparou o cenário atual com gestões anteriores e destacou que a mudança na condução fiscal trouxe resultados positivos. “Algum tempo atrás fazia certo? Não. Era um Estado endividado, que não conseguia pagar nem salário, não pagava fornecedores, que não ajudava os municípios. Então, a forma que nós usamos de planejar dá muito resultado, e é isso que a gente gostaria que continuasse”, completou.
Questionado sobre as declarações de deputados que apontam subestimação na LOA, o governador reforçou que está aberto ao diálogo. “Não posso responder às declarações deles ouvindo aqui”, disse. Mendes afirmou ainda que vai analisar os argumentos apresentados pela base e que, se houver justificativas consistentes, o Governo do Estado não terá problema em promover adequações.