O governador Mauro Mendes (União) afirmou, nesta terça-feira (07.10), que o Governo de Mato Grosso já contratou mais de 3 mil profissionais da segurança pública e que qualquer novo aumento no efetivo da Polícia Militar (PMMT) será realizado com base em estudos técnicos e responsabilidade fiscal.
“Já contratamos mais de 3 mil profissionais na segurança pública neste período. A contratação sempre será feita quando necessária, mas, quando você contrata um servidor, é para o resto da vida pagando esse salário. Se não tivermos cuidado com as despesas aqui dentro, o cidadão paga essa conta — como muitas vezes já pagou”, afirmou Mendes.
Segundo o governador, a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus) está conduzindo levantamentos para avaliar a real necessidade de expansão do efetivo, embora o governo tenha priorizado investimentos em tecnologia e em mecanismos alternativos.
“O Governo de Mato Grosso está investindo muito em tecnologia e em mecanismos alternativos. A Secretaria é quem pode apresentar esses estudos. O Estado trabalha com responsabilidade para não comprometer o equilíbrio fiscal”, completou.
Mendes lembrou que, quando assumiu o Estado em 2019, a administração enfrentava atraso de salários e o 13º não havia sido pago, o que reforça, segundo ele, a importância do controle de gastos públicos.
“Temos que estar atentos aos nossos movimentos para não falhar, porque, se falhar, podemos comprometer a própria sustentabilidade do Estado e, o que é pior, a prestação de serviço ao cidadão e à sociedade”.
Cobrança por apuração de fugas
Durante a entrevista, o governador também comentou as fugas recentes em unidades prisionais do Estado — incluindo casos registrados em Alto Araguaia e em Várzea Grande — e disse que exigiu uma apuração rigorosa da Sejus.
“Se houve fuga, tem que ser investigado. Doa a quem doer, tem que aparecer o culpado. Porque não é possível, com todo o investimento que fizemos, ainda ocorrer fuga — alguma coisa de errado aconteceu”, afirmou.
Mendes acrescentou que o secretário da Pasta foi orientado a investigar, apurar responsabilidades e prestar contas à sociedade.
“Se foi falha intencional, tem que ser punido na forma da lei. Se foi falha sistêmica ou operacional, tem que ser corrigida e reconhecida. Qualquer fuga merece explicação — e terá que ter essa explicação”.
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