
A Prefeitura contratou a Limpetrans, de Vitória da Conquista (BA), para limpar prédios, dirigir carros e vigiar patrimônio público. R$ 6,2 milhões por mês. R$ 74 milhões em um ano. São serviços que qualquer morador de Várzea Grande sabe fazer. Mas o dinheiro vai para quem mora a 2 mil quilômetros de distância.
Questionada sobre por que terceirizar em vez de contratar servidores locais, a Prefeitura respondeu: "no momento, não seria possível responder". Informações sobre R$ 74 milhões de dinheiro público estão, aparentemente, indisponíveis.
A justificativa oficial é que são "Serviços essenciais" e "eficiência administrativa". Frases que cabem em qualquer contrato e não explicam nada. Não há comparativo de custos entre terceirizar e concursar. Não há explicação sobre critérios de escolha. Não há transparência sobre por que R$ 6,2 milhões por mês é "eficiente".
O que há é uma empresa baiana com contrato bilionário para fazer o que gente de Várzea Grande poderia fazer — com emprego local, vínculo permanente e, provavelmente, por muito menos.
A conta é daqui. O lucro, de lá.
R$ 74 milhões saem dos cofres públicos rumo à Bahia. As perguntas ficam sem resposta. O contribuinte paga a conta — e nem sabe por quê.