
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), afirmou, na quarta-feira (10.09), que a Operação Poço Sem Fundo — que apura fraudes em contratos da Companhia Mato-grossense de Mineração (Metamat) — não pode ser utilizada como justificativa para a extinção do órgão. A operação já bloqueou mais de R$ 20 milhões em bens dos investigados.
Questionado sobre se a apuração reforça a proposta do governador Mauro Mendes (União) de extinguir a Metamat, Russi afirmou que não se pode extinguir órgãos públicos em razão de irregularidades. Como exemplo, citou o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que já foi alvo de investigações por desvios em aposentadorias e pensões.
“Imagine se fôssemos extinguir qualquer órgão que estivesse envolvido em uma operação ou em um ilícito. Vamos extinguir o INSS e acabar com as aposentadorias? É claro que não. O que precisamos é que os ilícitos sejam devidamente apurados e os infratores, punidos”, declarou.
Russi acrescentou que políticas públicas não devem ser descartadas em razão de falhas pontuais na gestão. “Se ocorre um problema na Assembleia, devemos extingui-la? Claro que não. O correto é punir, com o rigor da lei, quem comete crimes. No caso da Metamat, esperamos que as investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público responsabilizem os envolvidos. Contudo, é necessário manter uma política pública voltada à mineração em Mato Grosso”, declarou.
O presidente da ALMT destacou que o Estado possui grande potencial de desenvolvimento nos setores mineral, agroindustrial, de industrialização e turismo. Segundo ele, a diversificação econômica é essencial para a geração de emprego e renda.
Questionado sobre se a Assembleia acompanhará as investigações — especialmente aquelas relacionadas a contratos de perfuração de poços artesianos que receberam recursos parlamentares, mas não foram executados —, Max Russi afirmou confiar nas instituições. “Podemos acompanhar, mas confio na Polícia Civil e no Ministério Público. Cabe aos órgãos de controle, como o Tribunal