A prefeita Flávia Moretti (PL) esteve no Pronto-Socorro de Várzea Grande, após a oscilação de energia que ocorreu na madrugada desta quinta-feira (04.09) e reconheceu a gravidade da situação. Segundo ela, o transformador e o gerador de energia do hospital também são antigos, o que impossibilitou a retomada imediata do fornecimento. “Essa pane elétrica e todo esse sistema já muito arcaico colocou em risco a estrutura. Admito que poderia ter acontecido um risco de incêndio”, disse.
Moretti afirmou ainda que o hospital ficará temporariamente inviabilizado para novos atendimentos. “Nós não temos condições de receber nenhum paciente”, declarou. Ela destacou que os leitos utilizados para realocar parte dos pacientes eram de retaguarda e que a transferência só foi possível graças ao apoio de outras unidades de saúde e Cuiabá.
Durante a madrugada, uma força-tarefa mobilizou ambulâncias do Samu, equipes do Hospital Metropolitano, do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), do Júlio Müller e da Santa Casa, que receberam os pacientes em estado crítico.
A gestora explicou que a troca do transformador será feita em até 24 horas, mas de forma paliativa, já que a substituição completa da rede elétrica está prevista dentro da reforma em andamento no Pronto-Socorro. Segundo ela, a prioridade inicial foi consertar o telhado para, depois, avançar para a parte elétrica.
Ao ser questionada sobre a manutenção patrimonial, Moretti rebateu apontando "herança herdada" e justificou o problema dizendo que "não consegue mudar a realidade de um município de uma hora para outra", afirmou. De acordo com a prefeita, a reforma atual prevê a instalação de novos geradores, transformadores e adequação elétrica completa. Até lá, situações emergenciais devem continuar sendo tratadas de forma paliativa.
O PSVG enfrentou uma madrugada de caos nesta quinta-feira após uma pane elétrica que deixou 22 pacientes em risco, sendo 19 adultos e três crianças. A oscilação de energia ocorreu por volta da meia-noite e meia, comprometendo o funcionamento das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e do centro cirúrgico. Todos os pacientes precisaram ser transferidos para hospitais de Cuiabá.
