O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) não descartou a possibilidade de deixar o partido durante a janela partidária do próximo ano, caso não encontre espaço na sigla. A declaração foi feita em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (21.08), ao avaliar o cenário político de Mato Grosso para 2026.
Campos também criticou a exclusão da bancada estadual em um evento realizado pelo partido nesta semana. Segundo ele, o encontro de lançamento do União Progressista, ocorrido na última terça-feira (19), foi direcionado apenas aos Progressistas.
Daqui até março muitas águas vão correr por baixa da ponte
“Eu não fui convidado. Nem o Eduardo Botelho, nem a bancada estadual. Acho que foi um encontro exclusivo dos Progressistas. Agora, vamos nos reunir para montar a comissão estadual e o projeto político para 2026”, afirmou.
Apesar da ausência, Júlio disse avaliar como positiva a entrada da senadora Margareth Buzetti (PP) na federação. “Fico feliz com a filiação da senadora Buzetti no Progressista. Ela vai fazer parte da federação e estaremos juntos nas eleições de 2026.”
Sobre seu futuro político, o parlamentar reafirmou a intenção de disputar novamente uma vaga na Assembleia Legislativa. Entretanto, ponderou que a janela partidária pode abrir caminho para mudanças.
“Na política tudo é possível. Daqui até março muitas águas vão correr por baixa da ponte, mas espero que não, quero ficar lá. Mas se não tiver espaço, aí a gente tem que pensar nessa possibilidade. Mas não é nosso projeto, somos fundadores, nunca mudamos de grupo”, explicou.
Júlio também destacou que seu irmão, o senador Jayme Campos (União Brasil), mantém forte influência política em Mato Grosso.
“Jayme é um nome forte, respeitado e que tem condições de disputar qualquer eleição majoritária, seja senador ou governador”.
