
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), voltou a falar nessa quarta-feira (20.08) sobre a polêmica envolvendo a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), após ter classificado a instituição como “uma bosta”. O gestor reconheceu que a palavra utilizada foi inadequada, mas reafirmou críticas à condução da universidade, que, segundo ele, estaria fragilizada por problemas de gestão, insegurança e influência político-partidária.
“Eu me referi à universidade no jeito que ela está hoje. A palavra foi inapropriada pelo peso pejorativo que carrega, mas o meu descontentamento permanece. A universidade hoje está muito aquém, não chega nem à sombra de toda a sua história”, afirmou.
Abílio citou casos recentes de violência no campus e disse que a UFMT enfrenta “situação de tamanha insegurança” a ponto de setores da própria comunidade acadêmica pedirem reforço policial. Ele também acusou a instituição de usar canais oficiais para manifestações políticas. “A reitora publicou moção de repúdio sobre o pronome neutro nas redes sociais da universidade, apagou comentários contrários e fez posicionamentos contra a direita. Isso não pode acontecer em uma instituição pública”, disse.
O prefeito ressaltou que, durante o período em que foi deputado federal, destinou emendas para a UFMT, mas que parte dos recursos teria sido perdida por falta de gestão. “Mandei R$ 2,5 milhões para terminar o centro de convivência, mas a universidade não conseguiu protocolar o projeto porque entrou em greve e perdeu o prazo. A emenda teve de ser redirecionada”, declarou.
Apesar das críticas, Abílio afirmou reconhecer a relevância da instituição e o trabalho de profissionais ligados à universidade. “Existem excelentes professores, grandes profissionais, inclusive amigos meus. Eu os recebo e trato muito bem. Mas quando a universidade deixa o papel institucional e passa a atuar como partido político, ela fica à mercê da opinião política”, reforçou.
Segundo o prefeito, a UFMT precisa recuperar a credibilidade. “Hoje, ela se aproxima muito mais de um partido político do que de um espaço de formação acadêmica”, concluiu.